A maior goleada na história de finais europeias foi construída por David Silva (14), Jorge Alba (41) e os suplentes Fernando Torres (84) e Juan Mata (88): uma forma sublime de selar história inédita no futebol mundial, com dois títulos europeus intercalado por um mundial.
O "tiki-taka" promovido pelo experiente Vicente del Bosque e protagonizado por um conjunto de futebolistas de enorme talento, entrega e rigor tático revelou-se novamente imbatível e nem uma surpreendente Itália conseguiu colocá-lo em causa - ao árbitro português Pedro Proença coube a honra de dirigir o encontro.
Tirando os minutos iniciais, em que os transalpinos transpiravam atitude e levaram os "tiffosi" a acreditar, a história teve sempre um final esperado, com a supremacia de uma seleção sem paralelo na história.
A Itália entrou a todo o gás, determinada, a querer mostrar todo o seu potencial, mas rapidamente a Espanha pegou no jogo: começou por "secar" o motor Pirlo (mal se viu nesta final) e depois espalhou o seu perfume pelo relvado de Kiev, num hino ao futebol técnico.
O triunfo começou a ser desenhado em lance envolvente que levou Cesc Fabregas (14 minutos) à linha de fundo para um curto cruzamento atrasado para a cabeça vitoriosa de David Silva.