A Federação Portuguesa de Futebol poderá decidir-se, na reunião que vai ter na quinta-feira, pelo despedimento por justa causa do seleccionador nacional tendo em conta o castigo de seis meses que a Autoridade Antidopagem impôs a Carlos Queiroz.
Para o professor de Direito Desportivo José Manuel Meirim, um despedimento «não parece ter qualquer justificação no aspecto desportivo», pois os «resultados não justificarão qualquer medida de afastamento do seleccionador nacional».
«O que eventualmente poderá estar em cima da mesa para ser ponderado é de facto o castigo da ADoP que, de alguma forma, pela sua extensão, pelo facto de ser uma autoridade pública e de estar num domínio particularmente melindroso pode justificar, num primeiro momento, uma aproximação desse tipo por parte da federação», acrescentou, em declarações à TSF.
Apesar disto, este especialista em Direito Desportivo lembrou que o «juízo final» relativamente à existência de uma «justa causa em sentido amplo» compete aos tribunais e admitiu que esta situação se «pode prolongar por alguns anos».
José Manuel Meirim entende ainda que poderá ser decisivo para esta questão o facto de Queiroz ter contrato de trabalho ou então apenas um contrato de prestação de serviços.