António Boronha não isentou os responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol de culpas no caso Queiroz e defendeu que a mudança tem de começar na direcção da FPF, que considerou que os objectivos no Mundial 2010 tinham sido alcançados.
Ouvido no Fórum TSF, este antigo elemento da direcção da FPF considerou que esta conclusão obtida logo após o campeonato do mundo em que Portugal se ficou pelos oitavos-de-final depois de perder com a Espanha foi um «tiro no pé e inviabilizou uma acção mais consequente».
Questionado sobre se tem de haver uma renovação na direcção da federação, António Boronha mostrou-se mesmo convencido de que isso acabará «inevitavelmente» por acontecer, «porque estamos no fim de um mandato».
«Este labirinto legal em que a federação se deixou envolver, não respeitando a legislação em vigor no país, o que obrigou o Governo a suspender-lhe o Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, tem de ser resolvido», acrescentou.
António Boronha sublinhou que «sem estatutos adequados não podem existir eleições e as pessoas que estão neste momento no poder não podem invocar essa razão para se perpetuarem no poder», daí que «alguma acção tem de ser tomada».