Além de denúncia caluniosa, Paulo Pereira Cristóvão é agora suspeito de corrupção, abuso de poder, burla qualificada e participação económica em negócio.
Ao todo, o vice-presidente demissionário do Sporting é acusado de ter cometido 5 crimes.
Quanto às medidas de coação, o jornal Record, conta que o Ministério Público (MP) quer que Pereira Cristovão seja proibido de contactar a direcção do Sporting, de entrar no estádio de Alvalade e ainda que seja suspenso de funções, sendo que esta última medida deixou de fazer sentido com a demissão ontem anunciada.
A imprensa desta manhã escreve que a saída do Sporting é uma jogada de antecipação, para evitar a prisão preventiva, já que o MP não pode assim, alegar o perigo de continuação de actividade criminosa.
Pereira Cristovão é agora suspeito de ter montado esquemas para ficar com o dinheiro do Sporting. O jornal I refere que o ex-dirigente leonino contratou pelo menos duas empresas, às quais o Sporting pagava 8 mil euros por mês, para vigiar os jogadores de futebol. O objectivo era saber, por exemplo, se saíam à noite, se havia noitadas em discotecas ou se tinham outros comportamentos que prejudicassem o desempenho dentro do campo. O Correio da Manhã acrescenta que a espionagem incluia também a vida íntima dos jogadores, com o objectivo de fazer chantagem.