«Estou muito feliz, é maravilhoso», afirmou, depois de ter dado a volta de honra com a bandeira nacional, salientando: «Era a medalha que faltava. Sabia que havia várias atletas a valer 31 minutos e tal e que poderia lutar com elas por um lugar no pódio, mas daí a ganhar».
A atleta minhota do Maratona isolou-se aos 6.800 metros e não mais deixou de ganhar vantagem até uma volta do fim, quando tinha 8,8 segundos de avanço e a prova praticamente ganha. No final, obteve o tempo de 31.44,75, terminando com mais de quatro segundos de vantagem sobre a britânica Jo Pavey (31.49,03), que na parte final ultrapassou a ucraniana Olha Skrypak (31.51,32).
«Sabia que tinha de arriscar mais cedo do que elas, pois estou a treinar para a maratona (dos Jogos Olímpicos) e não tenho a mesma velocidade. Tinha decidido atacar por volta dos 7 ou 8 km. Correu tudo bem, elas não vieram, melhor», explicou Dulce, que antes de cortar a meta ainda olhou para trás, como que desconfiando de que alguma adversária pudesse estar próxima.
Sentia que a vitória estava quase certa e fê-lo mais por precaução: «Sabia que elas vinham aí a uns 50 metros de mim, mas queria ter a certeza. Quando entrei na reta final, pensei que a vitória já não me fugiria, mas nunca se sabe».
Depois, foi a hora de desfrutar da medalha. «É um prémio de muito trabalho, de acreditar na minha treinadora, Sameiro Araújo. E os resultados têm aparecido. Dedico-lhe a vitória e também a todos os portugueses que me apoiaram».