Jorge Silva foi uma das figuras do encontro que encerrou o terceiro dia de competição, ao inaugurar o marcador, aos 22 minutos, com um remate cruzado, permitindo a Portugal "desmontar" a estratégia de contenção italiana e dando a tranquilidade necessária à equipa para ir à procura de um resultado mais folgado, como se verificou.
O "passeio" de Espanha frente à Inglaterra (vitória por 21-1), no jogo anterior, pressionava Portugal a vencer a Itália, para continuar a partilhar a liderança do campeonato, e o "cinco" luso procurou assumir cedo o domínio do encontro.
Acusando alguma ansiedade, que levou a que fossem acumuladas quatro faltas nos primeiros cinco minutos, Portugal alternava o jogo interior com o exterior, mas a Itália, bem posicionada, não dava espaços e bloqueava as tentativas de remate, sobretudo de Reinaldo Ventura.
Com as duas formações a conseguirem "anular-se", mesmo nos livres diretos (Ambrosio e Reinaldo Ventura foram vencidos pelos guarda-redes contrários aos oito minutos), foi em contra-ataque que Portugal "espreitou" o golo, mas o remate de Jorge Silva foi devolvido pelo ferro da baliza de Barozzi.
Bem diferente teve o destino do remate do mesmo Jorge Silva, praticamente no reatamento, dando a primeira vantagem no jogo a Portugal, que, um minuto depois, ampliaria o resultado por Ricardo Barreiros, na cobrança de um livre direto.