Um golo de Enzo Pérez, logo aos cinco minutos, a culminar uma entrada forte dos "encarnados", fez supor que o Benfica iria manter a pressão e a intensidade com que abordou o jogo para resolvê-lo o mais rápido possível, mas a verdade é que tirou o "pé do acelerador" e "convidou" o Vitória a ter iniciativa, com o intuito de "matar" a partida em rápidas transições ofensivas, tão ao gosto de Jorge Jesus.
O Vitória aceitou o "convite" e fez aquilo que poucas equipas se atrevem a fazer na Luz, saindo a jogar, subindo as linhas, circulando a bola e dando alguma profundidade ao seu jogo, perante um Benfica com défice de agressividade na recuperação da bola.
Aos 15 minutos, a equipa sadina teve o empate nos pés de Jorginho, com tempo e espaço no coração da área, após cruzamento do lateral direito Pedro Queirós para as costas da defesa encarnada, mas o remate saiu a rasar o poste direito da baliza de Artur.
O Vitória ia aproveitando a postura pouco pró-ativa do Benfica para jogar no campo todo, ganhando alguma superioridade numérica no "miolo" e conseguindo estender o jogo até à área "encarnada", embora chegado aí, sem capacidade para criar passes ou envolvimentos de rutura para fazer golo.
O Benfica controlava o jogo, no sentido em que não permitia que o atrevimento dos sadinos fosse além de certos limites, e procurava chegar ao segundo golo em rápidas mudanças de velocidade, de trás para a frente, quer de Rodrigo quer de Salvio, mas o 1-0 persistia e era um resultado perigoso.