
Global Imagens/Fábio Poço
O presidente do Vitória de Guimarães acusou a PSP de ter usado força excessiva no decurso do jogo com o FC Porto e exigiu explicações. Contactada pela TSF esta manhã, a Direção Nacional da PSP diz que está a obter esclarecimentos.
«Como é possível, numa bancada onde só estão adeptos de um clube, a ver o jogo de forma ordeira, a cantar, a dar cor e alegria ao jogo e, de repente, começam a ser carregados por trás pelas forças policiais», questionou Júlio Mendes no final da partida (1-1).
Segundo o dirigente, um dos responsáveis do Vitória pela ligação aos adeptos «levou um tiro com uma bala de borracha e foi agredido, está bastante combalido», quando estava «perfeitamente identificado e credenciado, pretendendo intervir, como é função dele», disse.
Júlio Mendes revelou ter falado «imediatamente» com o superintendente responsável da PSP, mas que este não soube explicar o que se estava a passar.
«O ministro da Defesa estava ao meu lado e não entendia o que se estava a passar, o presidente do FC Porto também não. Alguém tem de explicar. Não podem usar o chavão e dizer que são os desordeiros, é Guimarães, não é nada disso. Isto é um exemplo do que as forças de segurança não podem fazer num recinto desportivo. Alguém tem de ser responsabilizado e vamos levar isto até às últimas consequências», frisou.
O jogo foi interrompido por volta dos 33 minutos, interrupção que durou quase sete minutos, quando o árbitro assistente deu indicações a Paulo Baptista que não estavam reunidas as condições de segurança para a partida prosseguir.
Contactada pela TSF, a Direção Nacional da PSP diz que está a obter esclarecimentos quer da Unidade Especial de Polícia, quer do Comando Distrital de Braga, e conta prestar declarações até ao final da manhã.