Segundo José Ambrósio, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas (STIMM) de Aveiro, Viseu, Guarda, e Coimbra, os operários começaram, esta sexta-feira, «a receber as cartas» e aqueles que se encontram na empresa estão a ser notificados da decisão da administração da multinacional de fabrico de cablagens para a indústria automóvel.
O sindicalista referiu que a empresa está a cumprir as condições que constavam num protocolo celebrado no ano passado que garante que os trabalhadores despedidos receberão dois meses de salários por cada ano de trabalho e que só será dispensado um elemento do casal, nas situações em que ambos trabalhem na empresa.
Por isso, o sindicato entende que a Delphi está a cumprir o que ficou protocolado, mas embora seja «um dia triste» para quem trabalha na maior empresa do distrito da Guarda, que possui cerca de 950 trabalhadores e prevê despedir mais 200 no primeiro trimestre de 2010.
Ainda hoje, a administração da fábrica disponibilizará aos sindicatos, que acompanham a situação na empresa, a lista dos operários que serão despedidos até 31 de Dezembro.
A administração da multinacional justifica os despedimentos com a crise mundial que atingiu o sector automóvel, que originou «redução da actividade» fabril no segmento das cablagens.