Apenas cerca de meio milhar dos mais de 800 antigos funcionários da Qimonda vão beneficiar da ajuda que tem como objectivo promover a sua formação e reintegração profissional.
À TSF, o bloquista Miguel Portas, um dos eurodeputados que mais lutou por esta medida, indicou que a proposta aprovada esta quinta-feira seguirá agora para a Parlamento, devendo ser aprovada em termos orçamentais em Outubro.
«Isto significa que o dinheiro não chegará aos trabalhadores antes de Novembro», acrescentou o eurodeputado bloquista, que diz que entre o primeiro despedimento e o momento em que chega o apoio vão passar entre 17 a 18 meses.
Para Miguel Portas, que qualifica a situação como um «completo absurdo», «já houve pessoas que foram amanhando a sua vida com soluções provavelmente menos inmteressantes do que as que agora se podem abrir em termos de reinserção e requalificação profissional».
Também em declarações à TSF, Bruno Maia, que fez parte da Comissão de Trabalhadores da Qimonda, entretanto extinta, entende que o apoio agora aprovado por Bruxelas vai apenas ter efeito em cerca de 500 antigos trabalhadores da empresa.