A fórmula anunciada por João Proença soma a inflação prevista de 2 por cento com 75 por cento da estimativa de crescimento da produtividade, ou seja, 0,9 por cento.
Desta forma, segundo o secretário-geral da UGT, a recomendação de 2,9 por cento não faz as empresas perderem dinheiro com os salários em tempo de crise.
«Se os salários crescerem numa dada empresa ou sector da actividade ao nível da inflação e da produtividade, as empresas não ganham nem perdem competitividade por via dos salários», explicou.
O secretário-geral da UGT foi mais longe com esta política de rendimentos para 2011 e defendeu que todo o documento é a base para um acordo tripartido sobre emprego, que envolva Governo, sindicatos e patrões, e onde tudo pode ser discutido.
«Estamos disponíveis para discutir as nossas propostas, mas também as dos restantes parceiros. Os acordos são para cumprir e só podem ser substituídos por novos acordos, nomeadamente o acordo de salário mínimo, o acordo sobre o código contributivo e o acordo sobre a fixação das pensões são também para cumprir salvo se houver um acordo global. Estamos disponíveis para esse acordo», disse.