Portugal colocou hoje no mercado 1.500 milhões de euros em dívida a três e seis meses com juros mais baixos do que na última emissão com prazos semelhantes, apesar da especulação sobre um alegado segundo resgate financeiro.
De acordo com o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), Portugal colocou o montante máximo a que se propunha com a colocação nas duas linhas.
Na linha de Bilhetes do Tesouro que vence em 18 de maio, o IGCP conseguiu colocar 750 milhões de euros com uma taxa de juro média de 4,068 por cento, contra 4,346 por cento do último leilão com prazo semelhante, que aconteceu a 18 de janeiro. A procura desceu de 4,1 vezes a oferta para 2,8 vezes.
Já na linha de BT que vence em 20 de julho, foram colocados também 750 milhões de euros, com a taxa de juro média a fixar-se nos 4,463 por cento, contra os 4,740 por cento fixados no leilão de 18 de janeiro. Também aqui a procura desceu, mas de forma menos acentuada, passando a procura de 3 vezes a oferta para 2,6 vezes.