De acordo com o secretário de Estado da Cultura, este passo representa o «fim de um processo negocial muito complicado», mas que é a chegada a um «bom porto (...) que assegura a continuidade da Tobis, de grande parte dos postos de trabalho», e que permite ao Estado manter o arquivo da produtora, assim como o edifício.
Em relação à empresa em si, de nome Filmdrehtsich Unipessoal Lda., Francisco José Viegas disse que as negociações nunca ocorreram diretamente com a companhia, mas sim com os bancos e com os advogados que a representavam, sendo esta «uma empresa estrangeira de capitais sobretudo angolanos», concluindo: «Portanto, basicamente é o que nós sabemos da empresa».
O secretário de Estado da Cultura não pôde garantir que a empresa compradora seja a mesma com a qual as negociações decorreram desde o início do processo, mas «é o mesmo grupo de advogados e de bancos» envolvido desde o princípio.
«O produto da venda permite liquidar todo o passivo acumulado pela Tobis», salientou Francisco José Viegas, admitindo também rentabilizar o imóvel através do aluguer dos estúdios.