A Caixa Geral de Depósitos está a informar os clientes, por carta, de que vai alterar o preçário a partir de abril. A carta enviada pelo banco apenas revela os novos valores, não permitindo a comparação com os valores actuais, mas a associação de defesa dos consumidores, Deco, diz que estamos perante aumentos «substanciais».
A jurista do gabinete de estudos da Deco, Carla Varela, diz que é cedo para apontar valores médios de aumento, mas a análise dos técnicos da associação revelou um «aumento substancial destas comissões e outras despesas cobradas pela CGD». A Deco ainda não recebeu queixas, mas apenas vários pedidos de esclarecimento.
Em resposta escrita enviada à TSF, a Caixa Geral de Depósitos explica que esta é a actualização anual do seu preçário e mantém todos os regimes de excepção vigentes e que se aplicam, nomeadamente, a grupos sociais como os pensionistas e os estudantes.
A CGD acrescenta que foi o último dos bancos nacionais a efectuar esta actualização e mantém as mesmas condições nos depósitos «apesar das alterações das condições de Mercado», continuando, garante, a ser «o banco mais competitivo no Mercado».
A TSF consultou o novo preçário da CGD e comparou com o preçário ainda em vigor. Os aumentos variam muito conforme o serviço em causa. As segundas vias de cadernetas e as substituições de cartões, por exemplo, sobem 14 por cento, mas algumas comissões por contas bancárias a descoberto duplicam de preço.