Uma das medidas de maior envergadura previstas no acordo para esta altura é o corte nas rendas excessivas no sector da energia, e que o governo já anunciou na semana passada, garantindo uma poupança para o estado de 1800 milhões de euros até 2020.
O memorando da troika prevê também a contratação de uma equipa para analisar as parcerias público-privadas, com vista à redução de encargos do Estado. Esta medida também já avançou, essa equipa é liderada por António Borges.
Outro foco de atenção: o sector empresarial do Estado, com destaque para as empresas de transportes.
O Governo terá de nestas duas semanas mostrar à troika que a reestruturação está bem encaminhada e garantir que mantém o objetivo de atingir o equilíbrio operacional no final do ano, ou seja, garantir que as receitas da operação cobrem os custos.
A troika deverá também analisar a evolução do programa de privatizações, o dossier da Banca, que ainda não recorreu ao fundo de recapitalização de 12 mil milhões de euros, e o mercado de arrendamento.