«Para não prejudicar o exercício do direito à greve, o Tribunal Arbitral esqueceu-se dos direitos de todo um País em crise, estabelecendo serviços mínimos manifestamente insuficientes e que urgem ser revistos», afirmou em comunicado o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira.
A associação diz ainda que «não pode aceitar» a paralisação convocada pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), considerando que a «defesa de interesses corporativos" está a «colocar em risco os interesses de todo um país», independentemente da legitimidade dos interesses defendidos na greve.
«Com exceção das ligações para as regiões autónomas, os serviços mínimos são irrisórios», considera a Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo.
A decisão de os decretar é ainda considerada «tardia» tendo em vista viagens já canceladas, pelo que, diz a associação, para irá «evitar o verdadeiro caos», com «consequências imprevisíveis no turismo e na economia do país».
Os pilotos da TAP disseram a semana passada que vão mesmo avançar com a greve e que a motivação não é salarial. Os pilotos queixam-se de «perseguição, intimidação» por parte de chefes e diretores. Chefias a quem deram "aumentos régios, em alguns casos superiores a 40 por cento", afirmam.