De acordo com o relatório, a austeridade fiscal e a compressão salarial estão a enfraquecer ainda mais o crescimento nos países desenvolvidos, sem alcançar os resultados esperados na redução de défices fiscais, criação de empregos e renovação de confiança dos mercados financeiros, tal como tinham previsto os peritos da UNCTAD.
O documento, apresentado em Genebra, sublinhou os avisos emitidos pela agência da ONU, ao longo dos últimos dois anos, de que uma série de países desenvolvidos estão a trocar muito cedo as medidas de estímulo económico por cortes no orçamento do Governo.
O resultado é que, sem gastos suficientes do Estado para injetar alguma vida no mercado doméstico, a procura de bens e serviços, já baixa, estagnou ou enfraqueceu ainda mais.
Em vez de aumentar os negócios e a confiança do mercado financeiro, a abordagem tem deixado muitas empresas pessimistas sobre o futuro e sem vontade de investir em novas produções ou contratar novos trabalhadores.
Na avaliação às tendências da economia global, o relatório advertiu que o crescimento está a desacelerar em todas as regiões do mundo, paralisado, em parte, pelas medidas de austeridade que estão a prejudicar a procura nos mercados dos principais países desenvolvidos, reduzindo assim as perspetivas de exportação dos países em desenvolvimento.