A informação foi dada à agência Lusa por fonte oficial do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, o mais representativo do setor.
Estes trabalhadores juntam-se aos 600 funcionários com que o banco acordou a rescisão dos contratos por mútuo acordo, elevando assim para quase 800 a saída de trabalhadores do banco liderado por Nuno Amado, que em setembro tinha 9.866 funcionários.
Para já, a instituição não faz quaisquer comentários sobre o tema. Os resultados deste processo de reestruturação deverão ser conhecidos na apresentação dos resultados do BCP referentes a 2012, marcada para 8 de fevereiro.
A condução deste processo pela administração do banco tem levantado queixas de alguns trabalhadores. Eduardo Ferreira, da Comissão de Trabalhadores do BCP (Lista Unitária), disse à Lusa que as rescisões aconteceram num «contexto de chantagem» e «terrorismo» e justificou, nomeadamente, com a carta enviada, a 28 de dezembro, aos trabalhadores que tinham recusado sair da instituição.
Nessa nota, a administração terá dado conta de que estes tinham de «dar uma resposta até dia 31 de dezembro, com a chantagem do despedimento coletivo», referiu.