
Em 2015, ano de eleições, a austeridade decorrente dos cortes hoje anunciados será muito menor. Na carta enviada à "troika", a que a TSF teve acesso, fica claro que o grosso dos sacrifícios acontece em 2014.
Dos 4800 milhões de euros que o governo conta poupar até 2015, o grosso acontece já no próximos ano, com um esforço de 3600 milhões de euros.
Neste ano de 2013 os cortes vão ser de 700 milhões de euros em 2015, ano de eleições, a soma dá menos de 500 milhões.
O encaixe das medidas sobre as pensões começa apenas no próximo ano.
São quase 1500 milhões de euros em 2014 e outros tantos em 2015, conseguidos através do aumento da idade de reforma, da contribuição sobre as pensões e da convergência entre a Caixa Geral de Aposentações e a Segurança Social.
No lado da função pública, o corte começa a valer já neste ano, mas só atinge o pleno em 2015. Nessa altura o aumento do horário de trabalho vai significar uma poupança de quase 400 milhões de euros, o mesmo que vai ser conseguido através da tabela de remunerações única.
Com as rescisões e a mobilidade especial a poupança vai ser de 900 milhões de euros.