
Trafaria
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A autarca de Almada critica a construção do terminal e reafirma que vai usar todos os meios disponíveis para travar a obra. O grupo GEOTA alerta para a falta de um estudo de impacto ambiental.
A autarca de Almada acaba de recolher mais munições na luta contra o eventual futuro terminal de contentores da Trafaria.
A passagem da linha férrea pela arriba fóssil da Costa da Caparica é mais um dado que confirma que a construção do terminal é um crime contra o ambiente.
Ouvida pela TSF, Maria Emília Sousa, classifica a situação de «crime ambiental» e lembra que se «o poder local e os particulares têm de respeitar a rede ecológica municipal ou metropolitana em qualquer projeto», já o Governo parece não ter esse respeito.
A presidente da Câmara de Almada reafirma assim que, caso o projeto avance, a Câmara vai usar todos os meios disponíveis para travar a construção do terminal de contentores.
A questão do impacto ambiental também preocupa o GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente.
Ouvido pela TSF, o seu presidente considera que sem o estudo de impacto ambiental, que não foi feito, esta obra não passa de uma possibilidade, como já aconteceu em tantos outros casos.
João Joanaz de Melo nota que, sendo no essencial uma decisão política, não ficaria surpreendido se o projeto passasse no exame de impacto ambiental.