
Maria Luís Albuquerque
Global Imagens/Steven Governo
Maria Luís Albuquerque entende que, apesar do que diz ser a atual recuperação da economia, ainda «falta bastante» e que é preciso «esforço e responsabilidade», adiantando que também ao nível do emprego vai haver «sobressaltos».
A ministra das Finanças, que está esta tarde a fazer a defesa do Governo numa interpelação do PCP, no Parlamento, respondia a uma intervenção do deputado comunista Miguel Tiago, que acusou o Executivo de estar a querer convencer os portugueses de que já falta pouco para a recuperação do país.
Na resposta, Maria Luís Albuquerque rejeitou mais medidas de austeridade, mas admitiu que há ainda um longo caminho a percorrer.
Na intervenção inicial, o PCP, pela voz de Francisco Lopes, acusou o Governo de ter levado a um aumento de dívida de mais de 80 mil milhões de euros desde 2009.
«A dívida que invocaram querer combater aumentou quase 80 mil milhões desde 2009 e atinge 128% do PIB, 225 mil milhões de euros. Isto é, se a correlação de forças o permitisse, após as eleições, não faltariam argumentos para um programa ainda mais violento contra os trabalhadores, o povo e o país, para tentar perpetuar este caminho de declínio nacional», sustentou Francisco Lopes.
A ministra das Finanças defendeu que mais 80 mil milhões não significam um aumento, mas sim que a dívida «apareceu». «A dívida não aumentou, apareceu. A dívida já existia, só que não aparecia», afirmou a ministra.
Maria Luís Albuquerque que insistiu ainda na importância de existir uma «almofada financeira» para garantir que o país não volta a enfrentar as dificuldades de há quatro anos.