
"Yuka: O mamute peludo congelado"
Toru Hanai / Reuters
Um exemplar único de uma cria de mamute com 39 mil anos, descoberto em 2010 na Sibéria, foi hoje apresentado ao público no Japão.
Deitado numa enorme urna de vidro, que o isola do exterior, o pequeno animal extinto, que segundo especialistas seria uma jovem cria quando morreu, é o protagonista da exposição "Yuka: O mamute peludo congelado".
A mostra, no centro Pacífico de Yokohama (ao sul de Tóquio), conta, também através de ossos, presas e esqueletos, a história destes animais, o seu parentesco com os elefantes e a excecionalidade do descobrimento de "Yuka".
«O normal é encontrarem-se ossos, mas neste caso, pela primeira vez, encontrou-se um mamute completo. É algo incrível, muito importante para a arqueologia», contou o paleontólogo Akira Ono, um dos organizadores da exposição, citado pela agência EFE.
O arqueólogo japonês recorda com emoção o momento em que viu pela primeira vez a pequena "Yuka" e ficou maravilhado com o seu estado quase perfeito de conservação, já que tem todas as extremidades, o corpo, a tromba, a cauda e até a cor do pelo.
«Fomos à Sibéria, era dezembro e estavam 43 graus abaixo de zero, mas apesar do frio foi tudo muito emocionante porque não estava só a 'Yuka', mas também bons materiais ósseos e um espécime de um rinoceronte lanoso em muito bom estado de conservação», datado de há 19.500 anos e que também se encontra na exposição, disse.
Tanto "Yuka", que terá caído numa fenda antes de ficar presa pelo gelo, como os restantes achados foram encontrados na república siberiana de Yakutia no verão de 2010 e chegaram ao porto japonês de Tottori (norte) no início da semana.
Cientistas da Universidade de Kinki, em Osaka esperam conseguir clonar o animal no futuro, fecundando um óvulo de elefante moderno com material genético recuperado a partir dos tecidos bem conservados de "Yuka".