O fadista Nuno da Câmara Pereira apresentou, esta terça-feira, uma queixa-crime por difamação contra a presidente da Câmara de Sintra, Edite Estrela, por tê-lo acusado de cobardia, descaramento e irresponsabilidade.
As acusações de Edite Estrela remontam ao passado mês de Outubro, na sequência de algumas afirmações do fadista, que acusou a autarquia de ser «uma das mais corruptas do país».
Numa conferência de imprensa, Nuno da Câmara Pereira acrescentou que «as provas de cumplicidades entre pessoas de dentro e fora da Câmara e da existência de redes mafiosas que prejudicam todos os munícipes».
Segundo Câmara Pereira, que já recebeu das mãos de Edite Estrela a medalha de prata do município, existem «dezenas de violações no Plano Director Municipal (PDM) e de alvarás por parte da autarquia de Sintra».
O fadista, residente no concelho, diz que a alegada corrupção passa ainda pelo uso «indevido» de viaturas e meios humanos camarários para transporte de terras para uso privado.
Questionado sobre a oportunidade política da conferência de imprensa, realizada a cinco dias das eleições autárquicas, Nuno da Câmara Pereira afirmou que «não se tratou de uma coincidência», mas ressalvou que a denúncia de corrupção «nada tem a ver com Edite Estrela, mas sim contra a poder instalado na Câmara de Sintra».
Acrescentou ainda que não é candidato a qualquer cargo político em Sintra e que a única coisa que o move é o desejo de «contribuir para um melhor concelho».
A presidente da autarquia, Edite Estrela, garantiu que «sempre que se detectam irregularidades, os processos são enviados para o Ministério Público ou para a Polícia Judiciária». Contudo de todos os processos investigados não são conhecidas as conclusões.
Em relação à queixa-crime por difamação apresentada hoje por Nuno da Câmara Pereira, Edite Estrela escusou-se a comentar.