O secretário-geral do PS não se deixa intimidar por «métodos e mentiras semelhantes às da extrema-direita no regime anterior». Ferro Rodrigues criticou as suspeitas do PSD e CDS/PP sobre a responsabilidade do líder do PS no acidente do Metro no Terreiro do Paço.
Ferro Rodrigues reagiu com expressões duras às suspeitas levantadas pelo PSD e pelo PP. Os dois partidos querem que seja realizado um inquérito ao acidente nas obras do Metro, no Terreiro do Paço, no Verão de 2000.
Social-democratas e Populares querem saber porque é que na altura em que Jorge Coelho era ministro do equipamento, foi feito um inquérito que apontava para falhas graves do empreiteiro.
Os dois partidos suspeitam que depois, nos tempos de Ferro Rodrigues à frente do Ministério, o mesmo empreiteiro não só não foi penalizado como terá sido beneficiado.
Depois das suspeitas lançadas, o secretário-geral do PS reagiu, ontem à noite, com palavras duras para descrever o que classificou de tentativa de intimidação na base da mentira, feitas pelos dirigentes do PSD e do CDS/PP.
Ferro Rodrigues referiu que «a mentira sempre foi uma arma da extrema-direita» e que se lembra das «falsidades, das mentiras no regime anterior».
Nessa altura, os socialistas não tiveram medo e «não é agora que vamos ficar com medo desses palermas que pensam intimidar-nos», disse num tom duro, Ferro Rodrigues.
O secretário-geral do PS afirma que há uma manobra de diversão para não centrar as atenções no ministro da Defesa, uma manobra anti-democrática em que todos aparecem como suspeitos.
Dizendo que não é igual a Paulo Portas, Ferro Rodrigues afirmou que assim que for chamado à Assembleia da República, «irei dizer tudo até ao pormenor das minhas responsabilidades».
As comparações com o passado antes do 25 de Abril marcaram o discurso do secretário-geral do PS, que deu o exemplo do sumo da discussão do projecto para a revogação da lei sobre o crédito bonificado.
Ferro Rodrigues também falou sobre a greve na Função Pública e a manifestação em Lisboa e ironicamente disse que o Governo conseguiu fazer em seis meses o que o PS não fez em seis anos, ou seja, ter a maior manifestação de funcionários públicos.
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