Com as eleições europeias à porta, Ferro Rodrigues repetiu, no domingo passado, o apelo para que no dia 13 de Junho seja mostrado um «cartão amarelo» à coligação governamental e ao que o líder do PS classifica de «mentiras do Governo».
O apelo de Ferro Rodrigues não podia ser mais claro: «A direita só perceberá se perder e a direita só perderá para o PS, a direita não perde para nenhum outro partido e é por isso que há uma utilidade neste voto, na concentração de votos no PS».
A mesma ideia já tinha sido sublinhada por Sousa Franco, quando disse que «os outros votos podem ser de convicção, mas se a coligação não fosse claramente derrotada então o cartão amarelo não seria eficaz. Para mostrar um cartão amarelo é preciso votar na alternativa eficaz, na alternativa de centro-esquerda, que é a do PS».
E porque a abstenção conta nas eleições europeias, o secretário-geral socialista propôs a extensão dos horários das mesas de voto, reinventando um velho slogan. «'há mar e mar, há ir e votar'. Deve ser isso que devemos dizer às pessoas no dia 13 de Junho», disse Ferro Rodrigues.
Por seu lado, Sousa Franco voltou a lembrar que a governação do actual Executivo ficou marcada pela mentira e pela irresponsabilidade e por isso diz que «dos regimes despóticos, pode afirmar-se o principio de que 'César é bom mas está mal aconselhado'. Na democracia não. Se César tem uma má equipa, a culpa é de César que no caso se chama Durão Barroso».
E é também por tudo isto que Manuel Alegre deixou este desabafo: «Tenho pena que as próximas eleições não sejam legislativas porque isto resolvia-se mais depressa».