O esforço permanente pela igualdade e paz entre os povos levou a que o Prémio Sakharov 2001, do Parlamento Europeu, fosse atribuído a dois professores, um israelita e outro palestiniano, e a um arcebispo angolano.
O Parlamento europeu decidiu atribuir o Prémio Sakharov «pela liberdade de espírito» a três personalidades: o israelita Nurit Peled-Elhanan, o palestiniano Izzat Ghazzawi e o arcebispo angolano D. Zacarias Kamuenho.
O prémio é atribuído anualmente, desde 1988, a uma personalidade ou organização que tenha contribuído significativamente para a promoção dos Direitos do Homem.
O israelita e o palestiniano são dois intelectuais que sofreram as violências no Médio Oriente, mas continuam a lutar pelo diálogo, pela paz entre os dois lados com conflito e pela igualdade entre os dois povos.
Escritor e professor catedrático, Ghazzawi, de 50 anos, esteve preso e foi alvo da censura das autoridades israelitas. «A sua vida foi marcada pelo assassinato do filho Ramy, de 16 anos, pelo exército israelita, quando estava na escola», explicou o Parlamento.
Peled-Elhanan, professor catedrático de 52 anos, também sofreu com a morte da filha, aos 13 anos, que faleceu durante um ataque suicida em Jerusalém.
O angolano D. Zacarias Kamuenho destacou-se pelo seu contributo para o restabelecimento da paz em Angola, lutando contra a guerra civil durante mais de 20 anos.
O Prémio Sakharov 2001 será entregue aos três laureados pela presidente do Parlamento, Nicole Fontaine, durante uma sessão plenária da assembleia, a 12 de Dezembro, em Estrasburgo.