Os estudantes da Universidade de Aveiro acamparam, esta noite, junto às residências universitárias, para contestar contra o Orçamento para o Ensino Superior. Os protestos simbólicos vão durar toda a semana.
A semana da «tanga» começa hoje. Até sexta-feira a Associação Académica da Universidade de Aveiro protesta contra o Orçamento para o Ensino Superior. Os alunos contestam o facto do estabelecimento de ensino receber este ano menos 2, 7 milhões de contos.
Esta manhã o presidente da Associação Académica, João Gustavo, expressou na TSF a desilusão dos estudantes de Aveiro.
«Neste momento está em cima da mesa um Orçamento de Estado que é o pior dos últimos anos, com implicações na qualidade de ensino e nas condições no dia-a-dia dos estudantes», disse.
«Também no nosso caso concreto vemos goradas as expectativas já antigas de uma série de obras, ao nível da acção social escolar e também insuficientes medidas por parte do Governo em relação ao aumento dos preços nas cantinas e nas residências», acrescentou o dirigente académico.
João Gustavo considera que o Executivo de Durão Barroso está longe de cumprir as «responsabilidades no financiamento do ensino superior público e aumenta a participação financeira dos estudantes no ensino superior»
Acções simbólicas de protesto
Os estudantes prometem por isso várias acções simbólicas ao longo de toda a semana até ao dia do enterro do Orçamento.
«Vamos inaugurar um buraco do orçamento alusivo ao dinheiro que não veio para a universidade de Aveiro, vamos lançar a primeira pedra nas residências do Castro que já deviam ter começado a ser feitas em 2002 e em 2003 não há verbas para as mesmas, vamos fazer um piquenique académico em protesto pelo aumento dos preços nas cantinas», explicou o presidente da Associação Académica de Aveiro.
«Já estivemos acampados e vamos estando acampados em frente às residências em protesto com o aumento dos preços nas residências e na quinta-feira assinalaremos o dia em que o Orçamento de Estado será votado na Assembleia da República com uma recepção simbólica a todos os membros da comunidade académica e na sexta-feira faremos o enterro do Orçamento que será aprovado na quinta-feira em protesto por um Orçamento que não nos serve», acrescentou.