O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, criticou este sábado o «nacional-centralismo», recorrendo a um texto do professor e escritor portuense Hélder Pacheco, pelo qual disse não poder ser responsabilizado.
Sem nunca aludir à suspensão de dois anos que lhe foi imposta pela Liga de futebol, por tentativa de corrupção, da qual recorreu para a federação, o presidente do FC Porto criticou o «centralismo» perante cerca de 200 adeptos do clube presentes no almoço do 38º aniversário da Delegação de Lisboa do FC Porto, em Massamá, Sintra.
«Não podemos consentir e é ultrajante que um clube de uma cidade a que o centralismo retirou quase tudo: emprego qualificado, sedes de empresas, serviços, investimento público, etc., não pode manter um clube que ganha
campeonatos consecutivamente», disse Pinto da Costa, citando Hélder Pacheco.
O líder portista referiu que «a única coisa que o centralismo ainda não conseguiu extorquir ao Porto foram os campeonatos», acrescentando que «como os clubes centralistas não ganham no campo, é preciso fazê-los ganhar em jogos fora do campo», citando seis medidas, mais uma, que será imposta «em caso de insucesso destas: determinar que, no início dos campeonatos, os clubes do centralismo partam com 20 pontos de avanço».
Instado pelos jornalistas a antever a final da Taça de Portugal o administrador da SAD do FC Porto Fernando Gomes pressagiou «um grande jogo», realçando que «o FC Porto é a melhor equipa», apesar de considerar o Sporting «muito forte».
O FC Porto, tricampeão nacional, defronta domingo o Sporting, na final da Taça de Portugal, agendada para as 17:00 no Estádio do Jamor, em Lisboa.