Passados 20 anos da queda do Muro de Berlim, o encenador português Jorge Silva Melo destacou, na antena da TSF, os muros que existem no século XXI. Uns mais invisíveis que outros, são todos motivo de reflexão para Jorge Silva Melo.
No entanto, o artista português destaca o muro do Mediterrâneo, referindo-se especificamente às proibições na circulação de pessoas do norte de África no espaço Schengen.
«Neste momento, há muitos muros invisíveis. O mais tremendo, e muito falado, é aquele entre Israel e a Palestina. Mas há um que me toca particularmente, que é um muro histórico: o do Mediterrâneo. O Mediterrâneo é, neste momento, o que sucedeu ao Muro de Berlim».
No dia das comemorações da queda do Muro de Berlim, são recuperados exemplos de muros físicos que continuam a expulsar imigrantes de África dos territórios europeus, como é o caso dos muros de Ceuta e de Melilla que utilizam arame farpado e barreiras electrificadas para impedir a entrada de imigrantes no território espanhol.