Em entrevista ao diário francês Le Monde o enviado especial do Quarteto para o Médio Oriente (Estados Unidos da América, União Europeia, Rússia e ONU), Tony Blair afirmou que «pela primeira vez em anos, temos boas hipóteses de chegar a um acordo».
O antigo primeiro-ministro britânico justificou a sua afirmação com duas razões: «A primeira razão é que o presidente norte-americano Barack Obama fez da questão do Médio Oriente uma das suas prioridades. A segunda é que o conjunto da região está favorável», explicou.
O presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu comprometeram-se, quinta-feira, em Washington, a encontrarem-se regularmente ao longo do próximo ano com o objectivo de chegarem a um acordo de paz para o Médio Oriente, um primeiro resultado para o relançamento do diálogo promovido pelos Estados Unidos.
«Se chegarmos a um acordo justo, garantido a segurança de Israel e a criação de um Estado palestiniano, isso apaziguará consideravelmente a região e libertará o seu potencial de desenvolvimento. Nós sabemos que serão muitos os que vão querer sabotar esse acordo», defendeu Tony Blair.
Se dentro de um ano não se tiver chegado a um acordo «qualquer declaração unilateral não vai alterar a situação. Apenas uma solução negociada pode consegui-lo», acrescentou o enviado especial do Quarteto para o Médio Oriente.