«Declaro-me em greve de fome e peço ao Governo português que interceda junto do Governo venezuelano, para que se cumpram as leis e a Constituição venezuelana e se respeite a propriedade privada», disse Francisco Alves Félix.
Em declarações à agência Lusa, o empresário explicou que funcionários do Instituto Nacional de Terras (Inti) querem confiscar 2,7 hectares da sua propriedade, numa zona industrial do vale de Mozanga, no estado venezuelano de Carabobo (200 quilómetros a oeste de Caracas).
Natural de Vila Franca de Xira e emigrado na Venezuela há 26 anos, Francisco Alves Félix dedica-se à actividade metalúrgica e instalações industriais.
Há quatro meses que vê a sua propriedade ameaçada, o que o levou a efectuar, sem sucesso, diligências e acções legais em várias instituições e inclusive um recurso penal contra um grupo de invasores, afirmou.
«Fui ao Inti na última sexta-feira e disseram-me que, se necessário, passariam por cima do meu cadáver. Foi a directora do departamento legal, Arianis Jiménez, quem o disse e há testemunhas disso», vincou.