«Obviamente que cada país tem responsabilidades sobre os seus residentes, mas mesmo aí, e na medida em que esta não é uma questão apenas de um país, a UE pode ter um papel quanto à melhor capacidade de integração dessas populações», disse o secretário dos Assuntos Europeus, Pedro Lourtie, que falava à agência Lusa após a primeira reunião da Comissão Nacional para os Direitos Humanos.
A polémica sobre a integração das comunidades 'roma' foi suscitada pela nova política do Governo francês de desmantelar acampamentos ilegais, expulsar ciganos ou promover o seu repatriamento a troco de dinheiro.
Desde finais de Julho, cerca de mil ciganos romenos e búlgaros foram repatriados e uma centena de acampamentos ilegais desmantelados.
Para o secretário de Estado português, «há uma responsabilidade que é nacional, sem dúvida», mas o envolvimento europeu justifica-se também por algumas dessas comunidades serem oriundas de países membros da UE que são «muitas vezes nómadas, com grande mobilidade» no território europeu.
De acordo com Lourtie, esta questão foi debatida na reunião desta segunda-feira, em que participaram representantes de vários Ministérios e organismos oficiais, por se tratar de uma questão de direitos humanos que está «na ordem do dia» e porque, tendo em vista a probabilidade de um debate europeu sobre ela, Portugal poder apresentar «boas práticas».