«O meu irmão [Víctor Arroyo] telefonou para dizer que se vai embora», disse Blanca Teresa Arroyo Carmona, à agência espanhola Efe, por telefone, a partir da cidade de Pinar del Río, onde reside, no Leste de Cuba.
Blanca referiu ainda que o seu irmão lhe disse que outro preso, Claro Sánchez, também sairá da prisão Combinado del Este e que autoridades disseram às famílias de ambos, seis pessoas no primeiro caso e dez no segundo, que estivessem preparadas para irem para o aeroporto.
Sánchez e Arroyo cumpriam penas de 15 e 26 anos de prisão, respectivamente, e acrescentam-se aos 28 presos políticos já libertados em Julho, Agosto e nestes dias de Setembro e que viajaram para Espanha no quadro do diálogo aberto em maio entre o governo e a igreja católica de Cuba, com apoio do governo de Madrid.
As partes acordaram a libertação gradual dos 52 presos políticos membros do grupo de 75 condenados na chamada Primavera Negra de 2003 por delitos contra a independência e integridade do Estado, conspiração com os Estados Unidos e tentativa de minar os princípios revolucionários.
Neste processo de libertações, que começou a 12 de Julho, só têm sido libertados os presos que aceitam ir imediatamente para Espanha com os seus familiares.