«Estas notícias não avançam muito», afirmou Hassiba Hadj Sahraoui, director da Amnistia Internacional (AI) para o Médio Oriente e Norte de África, citado num comunicado da organização.
«Esperamos que isto não seja apenas um passo cínico das autoridades [iranianas] para afastarem as críticas internacionais, uma vez que esta suspensão temporária pelo tribunal pode ser levantada a qualquer momento, deixando Sakineh em risco de ser executada, sobretudo se a actual revisão judicial do seu caso resultar na confirmação da sentença», considerou o responsável da AI.
Por isso, prossegue Hassiba Hadj Sahraoui, «as autoridades iranianas devem tomar imediatamente as medidas necessárias para assegurar que a sua condenação à morte é levantada de uma vez por todas».
Ramin Mehmanparas, porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, disse hoje à Press TV que a execução por adultério de Sakineh Mohammadi Ashtiani foi «suspensa», afirmando que o caso está a ser revisto. No entanto, o porta-voz acrescentou que «a sua sentença por cumplicidade em homicídio está a decorrer».
Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, foi condenada em 2006 a dez anos de prisão por ter alegadamente participado no assassínio do seu marido com um dos seus amantes e também à lapidação por adultério, segundo as autoridades iranianas.