
Silvio Berlusconi
Reuters
Silvio Berlusconi afastou qualquer possibilidade de se demitir no dia em que milhares de pessoas se reuniram numa praça de Roma para exigir a sua saída do Governo.
O primeiro-ministro italiano afastou, este sábado, qualquer hipótese de se demitir do seu cargo, apesar dos «boatos e fofocas» e da pressão do principal partido da oposição de Esquerda nesse sentido.
«Lamento desiludir os nostálgicos da Primeira República (1946-1994), quando os governos duravam 11 meses, mas a responsabilidade perante os meus eleitores e o país impõem a mim e ao meu governo que continuemos a batalha pelo civismo neste momento difícil da crise», explicou Silvio Berlusconi.
Estas declarações surgiram no dia em que o líder do principal partido da oposição de Esquerda se mostrou satisfeito por ter conseguido reunir numa das praças de Roma milhares de manifestantes, que também querem a demissão de Berlusconi.
Durante esta manifestação, o deputado Pier Luigi Bersani, líder do Partido Democrático, considerou que a «Itália se encontra no lado mais exposto à crise devido à política de um governo incapaz e desprezível».
«Para a reconstrução do país, apelamos aos italianos para que nos deixem governar. Mostraremos que podemos ser um partido da reforma», acrescentou.