Após um coro de críticas ao veto por diplomatas árabes, dos Estados Unidos, países da União Europeia, secretário-geral da ONU e organizações humanitárias, o embaixador russo, Vitaly Churkin, saiu do hemiciclo para declarar que o processo falhou porque a votação foi forçada para este sábado.
Antes da reunião do Conselho de Segurança, Churkin «explicou» aos outros 14 diplomatas «o significado das últimas emendas» propostas por Moscovo e sugeriu continuar as discussões «mais dois a três dias», em busca de uma conclusão que refletisse a «realidade no terreno».
Apresentada por Marrocos e apoiada por árabes e ocidentais, a resolução exigia a cessação imediata da violência no país e declarava «apoio total» à iniciativa política da Liga Árabe para o país.
A principal alteração proposta este sábado pela Rússia tinha a ver com o calendário da iniciativa da Liga Árabe, sobre elementos como a retirada de forças de segurança das cidades sírias.
Em vez do «acordo» com o calendário, os russos queriam substituir esta expressão por «levando em conta», depois de várias semanas de contactos e de, ao longo da última semana na ONU, negociações directas sobre o texto da resolução apresentada por Marrocos.