Num comunicado conjunto, os secretários gerais da ONU, Ban Ki-moon, e da Liga Árabe, Nabil ElAraby, agradecem a Kofi Annan ter aceitado o convite para esta «importante missão numa altura crítica para o povo da Síria».
A nomeação do enviado especial está contemplada na resolução da Assembleia-Geral da ONU aprovada na semana passada por larga maioria, na sequência do veto russo e chinês a um texto semelhante no Conselho de Segurança, que teria força de lei internacional.
Kofi Annan será auxiliado por um enviado especial adjunto, de um país árabe, que será nomeado mais tarde.
O ex-secretário-geral representará ONU e Liga Árabe na crise síria e terá como missão «pôr fim a toda a violência e violações dos Direitos Humanos, promovendo uma solução pacífica» para o país.
Kofi Annan será responsável por consultas com «todos os interlocutores relevantes, dentro e fora da Síria, para acabar com a violência e a crise humanitária e facilitar uma solução política pacífica e liderada pelos sírios», adiantam Ban e ElAraby.