«O Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) vem direcionar agora os seus máximos esforços na criação de condições necessárias ao rápido restabelecimento da ordem constitucional, e sobretudo do clima de paz e segurança», diz o comunicado dos militares, o comunicado número 7.
O EMGFA «traça para os próximos dias objetivos a cumprir», um deles «acionar mecanismos tendentes à remoção dos obstáculos à reforma dos setores da Defesa e Segurança, há muito anunciada pelo governo da Guiné-Bissau mas que nunca conheceu o seu arranque», apesar da vontade e do apoio da comunidade internacional.
Depois, segundo o comunicado, «apontar as suas baterias no combate sem tréguas ao tráfico e consumo de drogas e outros produtos narcóticos, para o restabelecimento da boa imagem interna e externa da Guiné-Bissau, e o consequente incentivo ao investimento estrangeiro nos setores económicos e sociais do país».
Os militares querem ainda «acabar de uma vez por todas com a crónica cultura de impunidade implantada no país nos últimos 20 anos» e avançar com a criação de condições para o início «das sessões de julgamento no fórum próprio, definindo como prioridade os casos de assassinatos políticos ocorridos recentemente no país».
Enfim, querem os militares, «assegurar a continuidade do processo de construção do Estado de direito democrático» e de um clima propício «para o exercício pleno da democracia com base no respeito escrupuloso pelos valores fundamentais do homem, assentes essencialmente na liberdade de expressão».