Na próxima semana assinalam-se dois anos desde que o regime de Bashar Al-Assad optou por reprimir violentamente manifestações populares pacíficas, ato que conduziu à formação de grupos rebeldes decididos em lutar contra as forças de segurança, bem como à criação de milícias e, mais tarde, a uma guerra civil.
De acordo com os mais recentes dados enviados pelas agências do ACNUR na região, cerca de metade dos refugiados são crianças, cuja maioria tem menos de 11 anos de idade.
A escalada de violência - com algumas zonas controladas por rebeldes, que também dominam a franja norte que faz fronteira com a Turquia -, e a deterioração dos serviços básicos e o colapso da economia aceleraram o êxodo sobretudo nos últimos dois meses.
Entre o universo de um milhão de refugiados - registados ou aos quais o organismo da ONU presta ajuda como tal -, 400.000 têm esse 'estatuto' apenas desde 1 de janeiro, revelou o ACNUR.
Perante os dados, o Alto-comissário para os Refugiados, António Guterres, recordou que é preciso ter em conta os «milhões de deslocados internos e as milhares de pessoas que continuam a atravessar as fronteiras todos os dias» para que se possa ter uma noção mais aproximada do real drama que vivem os sírios.