
UE
Reuters
Os 28 vão debater, a partir desta quinta-feira, em Bruxelas, a situação política na Ucrânia e a relação europeia com a Rússia. A cimeira de dois dias começa numa altura em que subsistem grandes divisões entre os membros da União Europeia sobre a forma de lidar com o problema.
As opiniões divergem entre os que pedem uma posição firme e acertiva em relação à Rússia, como a Polónia, Roménia e os estados do Báltico e os que defendem um procedimento muito cauteloso, como a Finlândia, Chipre e Espanha.
O Reino Unido mostra-se favorável à aplicação de sanções económicas à Rússia. Mas a França tem criticado esta posição, tendo em conta interesses comerciais da indústria francesa naquela região do globo.
Paris olha ainda com ceticismo para as promessas britânicas de ameaça aos interesses financeiros dos oligarcas russos na City londrina.
Os alemães mantém a expectativa por uma solução de equilíbrio. E Portugal assume uma posição moderada, na esperança de conseguir colocar, com maior peso na agenda, o tema da energia, em particular, das redes de interligação energética da Península Ibérica à Europa.
É com o argumento da necessidade de redução da dependência energética da União Europeia em relação ao gás russo, que Portugal espera conseguir atribuir maior peso às interligações da rede de transporte de energia.
O Conselho Europeu deverá defender a «relevância» do desenvolvimento das ligações energéticas de Estados periféricos «com países terceiros». O que para alguns analistas colocaria Portugal numa posição de maior destaque, no objectivo que a União Europeia persegue, de se tornar menos dependente da Rússia, ao nível energético.