
Reuters/Phil Noble
A TSF percorreu a capital londrina em busca de reações à vitória de David Cameron. Encontrou de tudo.
Paul fuma o primeiro cigarro da manhã. Está encostado à parede e não tem muito mais o que fazer durante o dia. Tem um problema de saúde e não tem emprego.
Ficou desiludido com a vitória dos conservadores. Agora resta-lhe aguardar que, ainda assim, alguma coisa mude para melhor "O Cameron vai continuar primeiro-ministro. Espero que ele cuide um pouco mais da classe trabalhadora e que não continue a dar aos ricos e a tirar aos pobres". Desapontado? "Sim, estou".
Peter não está descontente com o resultado das eleições, mas também não está eufórico. Diz que atendendo às opções, os conservadores são um mal menor.
"Provavelmente é melhor continuarmos no mesmo caminho. Atendendo às alternativas, acho que é melhor assim".
A lavar janelas, Richard diz que já contava que os trabalhistas levassem com um balde de agua fria. Pelo que foi ouvindo nos últimos dias, ele suspeitava que os conservadores iam ganhar.
"Muitas pessoas com quem falei diziam que iam votar assim, que preferiam ficar com um diabo que já conhecem".
Eric é um eleitor desapontado. Não queria ter os conservadores mais cinco anos no governo. "Acho que eles não fizeram o bem que deviam neste mandato".
Assim sendo, como explica Eric por que razão, os britânicos votaram neles? "Bem, a essa é que eu não consigo responder".
Para Frank só uma teoria explica o que aconteceu. David Cameron fez batota. "Não me agrada, acho que houve manipulação. Acho que o Cameron já sabia há muito que ia ganhar. Houve um presidente, acho que o Roosevelt que disse 'não são os que votam, mas sim os que contam os votos que decidem as eleições'. Cameron é muito impopular pelo que fez ao país".
Talvez não tanto como julga Frank. Os conservadores venceram as eleições com uma distância dos trabalhistas maior do que a prevista nas sondagens.