Após ter presidido à cerimónia de posse dos governadores civis, o primeiro-ministro, José Sócrates, deixou entender que ainda espera que, durante as fases de debate na especialidade e final global, as forças da oposição recuem no que respeita ao impacto orçamental dos diplomas que hoje aprovaram na generalidade.
Interrogado se o Governo tem condições de governabilidade no actual quadro parlamentar, José Sócrates observou que a Assembleia da República fez hoje «votações na generalidade».
«Espero que a Assembleia da República tenha a responsabilidade de perceber, todos os partidos, que não se pode governar a partir das Assembleia da República, porque quem governa é o Governo», disse.
Num comentário ao momento em que estes diplomas anti-crise da oposição foram aprovados, o primeiro-ministro referiu que matérias relacionadas com receitas e despesas do Estado «podem esperar pelo debate orçamental».
Mas a Assembleia da República «não deveria apenas discutir aumentar a despesa sem cuidar do quadro geral orçamental, porque isso é muito negativo para as nossas contas públicas e é uma actuação desconforme com as regras da responsabilidade», sustentou.