À chegada ao tribunal, no Campus da Justiça, em Lisboa, Manuel Abrantes disse aos jornalistas que está preparado para «ser condenado» e que nos últimos dias se foi preparando para ouvir essa sentença, apesar de ter reclamado inocência ao longo dos cerca de seis anos que durou o julgamento.
Abrantes foi pronunciado inicialmente por 51 crimes, incluindo 48 de abuso sexual, dois de lenocínio e um de peculato de uso, mas o Ministério Público só deu como provados 16 crimes de abuso.
Além de Manuel Abrantes, o julgamento, que termina hoje após cinco anos e dez meses, teve como arguidos o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto, o médico Ferreira Diniz, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.
Os arguidos estão já dentro do tribunal e aguardam agora o início da sessão em que colectivo de juízes deverá ler o acórdão final do julgamento.