O Ministério da Saúde informou, esta sexta-feira, que foram encontradas «matérias susceptíveis de responsabilidade» disciplinar e criminal na investigação feita às complicações oftalmológicas decorrentes das cirurgias feitas numa clínica privada de Lagoa, a I-Qmed.
Neste sentido, a tutela recomendou à Ordem dos Médicos a «ponderação da medida cautelar de suspensão preventiva da actividade do médico em Portugal».
Pedro Nunes explicou que a Ordem dos Médicos não pode suspender o médico sem que haja um despacho de acusação do Conselho de Disciplina da Ordem.
Neste momento decorre um inquérito, aberto assim que o caso foi conhecido, mas não há data para uma decisão final.
«Até que haja uma decisão por despacho de acusação de um Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos», o médico em causa pode continuar a exercer a sua profissão, «porque na face da lei portuguesa não nos é permitido, como Ordem dos Médicos, impedir a sua actuação», acrescentou o bastonário.