À margem de uma visita à Feira Nacional da Cebola em Rio Maior, Paulo Portas recusou comentar o apelo do primeiro-ministro, que pediu este sábado aos partidos da oposição para que tenham «disponibilidade para uma atitude séria na discussão e aprovação do Orçamento».
«Este ano, o PS e o PSD inventaram um conceito novo: a segunda rentrée. Como a primeira falhou, tiveram que fazer uma segunda. Falhou porque passaram muito tempo a atacarem-se uns aos outros e esqueceram-se de fazer propostas para o país», acrescentou Paulo Portas.
O líder do CDS disse ainda que na rentrée dos democratãs cristãos foram apresentadas propostas para o país, salientando temas como o Pagamento Especial por Conta, os cuidados paliativos, os manuais escolares, a segurança, a justiça, o mercado de arrendamento, ensino profissional, entre outros.
Paulo Portas não clarificou, contudo, se está disponível para negociar com o Governo o próximo Orçamento de Estado e recusou comentar a confirmação de cortes nas deduções fiscais feita hoje por José Sócrates em Matosinhos, no discurso da rentrée política do PS.