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Na sexta-feira, a inspecção-geral recomendou à ordem a suspensão do médico holandês. O bastonário respondeu que não o podia fazer, porque ainda decorria a fase de inquérito do processo disciplinar.
No mesmo dia, o Ministério da Saúde assegurava que a ordem tinha competências para suspender o responsável pela operação que deixou pelo menos três pessoas cegas.
Agora Ana Jorge vem defender que o caso tem de ser discutido. Quando questionada pelos jornalistas para dizer se afinal a ordem tem ou não capacidade para actuar, a ministra da Saúde preferiu sublinhar que o melhor é sentar à mesa as três entidades, ministério, inspecção-geral e ordem, para clarificar a situação.
As declarações de Ana Jorge foram feitas à margem da inauguração de uma Unidade de Longa Duração e Manutenção da Santa Casa da Misericórdia de Póvoa de Lanhoso.
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