Os ministros das Finanças da UE reunidos esta terça-feira, em Bruxelas, aprovaram o novo «semestre europeu», exercício através do qual os projectos de orçamento dos estados-membros serão discutidos no seio da União antes de serem apresentados aos parlamentos nacionais.
Em reacção a este visto prévio, o PCP e o Bloco de Esquerda mostraram-se completamente contra. O PSD não se opõe, já o CDS-PP avisou que há limites que não devem ser ultrapassados.
O líder parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, quer que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, vá já esta quinta-feira ao Parlamento apresentar explicações e sublinha que este visto da UE é uma decisão muito grave.
«Trata-se de um atentado à democracia. Os portugueses podem nesta altura penalizar José Sócrates, Cavaco Silva ou Passos Coelho pelas opções que forem apresentando para os respectivos orçamentos nacionais», afirmou.
«Aquilo que um cidadão português não pode fazer é penalizar Sarkozy ou Angela Merkel por opções que vão passar a ser impostas aos orçamentos nacionais», acrescentou o bloquista.