O presidente do Sindicato Nacional de Polícia foi suspenso com efeitos imediatos das funções de agente principal da PSP, isto depois deste sindicato ter entregue um pré-aviso de greve de três dias nesta força de segurança em Novembro.
O anúncio foi feito, esta quarta-feira, pelo porta-voz da Direcção Nacional da PSP que justificou esta suspensão não só pelo pré-aviso de greve, mas também pelas «posteriores declarações aos órgãos de comunicação social» de Armando Ferreira.
«O director nacional da PSP determinou a instauração de processo disciplinar e a sua suspensão preventiva em virtude da manutenção em funções se revelar inconveniente para o serviço por pôr em causa a subordinação da polícia à legalidade democrática», acrescentou Paulo Flor.
Ao ler um comunicado sem direito a perguntas dos jornalistas, o porta-voz da PSP frisou que a «lei proibe, de forma inequívoca, o exercício da greve na PSP sejam quais forem as razões subjacentes».
«A PSP é uma força de segurança civil e hierarquizada baseada em valores estritos de disciplina e lealdade e incumbida de missões de ordem pública, prevenção e repressão do crime», adiantou.