O Presidente da Assembleia da República e o primeiro-ministro querem que os funcionários dos respectivos gabinetes sejam abrangidos pelo diploma que prevê uma redução de cinco por cento nos vencimentos.
Esta posição foi assumida uma semana depois de o Presidente da República ter promulgado esta lei e ter feito saber, oficiosamente, que estava surpreendido por outros órgãos de soberania não estarem incluídos no corte de cinco por cento nos vencimentos dos gabinetes políticos.
Agora, Jaime Gama e José Sócrates anunciam que também querem cortar cinco por cento nos vencimentos dos respectivos gabinetes.
Esta quarta-feira, a conferência de líderes foi informada pelo Presidente da Assembleia da República que pretende que o seu gabinete, bem como dos quatro vice-presidentes, sejam incluídos na lei aprovada antes das férias.
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, fez eco de uma dúvida de José Sócrates, que considera que a lei é «omissa» porque não refere o número do decreto que regula o caso específico do gabinete do chefe do Governo.