Referindo-se à resolução que fixa a cobrança de portagens nas SCUT Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata a partir de 15 outubro, Pedro Passos Coelho afirmou ter «pena que o Governo não tenha tido um golpe de asa que, além do princípio da universalidade, tivesse permitido apresentar um sistema simples que todo o país percebesse e não fosse preciso consultar um glossário para saber quem paga e quem não paga».
Pedro Passos Coelho, que hoje visitou a Feira do Leitão, em Águeda, onde teve lugar um jantar com dirigentes, autarcas e militantes locais, afirmou ainda que o Governo «não fez o esforço que devia ter feito para apresentar uma coisa escorreita que o país percebesse», acrescentando temer que este sistema «vá pôr em causa a implementação correcta».
O líder social democrata lembrou ainda que o Governo não foi capaz, em sede parlamentar, de apresentar uma proposta que tivesse o acolhimento do PSD e adiantou que a resolução hoje aprovada em Conselho de Ministros foi «exactamente» a que os social-democratas recusaram no Parlamento.
O presidente do PSD insistiu ainda que é a favor da introdução de portagens nas SCUT, considerando «justo» que aqueles que utilizam estas auto-estradas «deem um contributo pagando as portagens para este custo não ser tão pesado para todos os contribuintes».
A resolução do Conselho de Ministros adoptou o princípio da universalidade na cobrança de portagens em auto-estradas e determinou que nas restantes SCUT (Interior Norte, Beira Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve) se iniciará a cobrança de portagens até 15 de Abril de 2011.